Três sinais concretos de que vale a pena automatizar um processo — e quando automatizar cedo demais só cria complexidade onde não havia problema.
"Automatizar" tornou-se uma palavra que se usa para tudo, o que a torna quase inútil na prática. Nem todo o negócio precisa de automatizar nada, e tentar automatizar cedo demais só cria complexidade onde não havia problema nenhum. Depois de construir sistemas para negócios locais, há um padrão que se repete: os sinais de que vale a pena automatizar são bastante concretos.
Responder ao mesmo tipo de pedido, copiar informação de um sítio para outro, avisar alguém sempre que algo acontece: se consegues descrever o processo passo a passo porque já o repetiste dezenas de vezes, é exatamente esse tipo de tarefa que deixa de precisar de ti no meio.
Um pedido chega por WhatsApp, outro por email, outro por formulário do site, e no fim tens de juntar tudo manualmente para não perder nada. Quando a informação não está toda no mesmo sítio, o risco de esquecer alguém aumenta, e isso normalmente custa mais do que o tempo que a automatização levaria a construir.
Se a razão para não aceitares mais clientes é "não tenho tempo para gerir mais isto", vale a pena perceber quanto desse tempo é trabalho que exige mesmo a tua atenção, e quanto é só repetição.
Se o processo ainda está a mudar toda a semana, ou se só acontece raramente, automatizar cedo demais costuma ser tempo mal gasto: o processo ainda não estabilizou o suficiente para valer a pena fixá-lo num sistema. Nesse caso, a prioridade é primeiro perceber bem o processo à mão, e só depois construir à volta dele.
Se reconheces pelo menos um dos três primeiros sinais, provavelmente já há tempo a ser perdido em algo que não precisava da tua atenção direta.